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Minutos antes do fim do mundo

Ficamos deitados. Como se o mundo lá fora não existisse. Não sei dizer quantas horas se passaram no silêncio. Abraçados como se fossemos um. Porque no fundo sabíamos que a hora que eu saísse por aquela porta tudo se acabaria.

Deitamos abraçados no silêncio para aproveitar os últimos minutos em que se era possível acreditar no amor.

Como se desse para parar o tempo. Naquele instante o planeta parou de girar, e as coisas se tornaram lentas e demoradas.

Porque sabíamos que iríamos em frente.

Você pode amar outras pessoas, mas cada sentimento que se tem por alguém é único.

O que você tirou de mim, eu nunca mais tive de volta. E nem você.

Não é a capacidade de amar. Ou a falta dela. Ela existe. Só não funciona mais. Quase como se estivesse emperrada com a chave quebrada dentro.

Por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

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