Veneno

Coça e arde enquanto me debato,
Sobre as coisas que penso e sei,
Enquanto escolho ser o que sou,
Sabendo que jamais entenderão.

Não é a ferida que arde e coça.
É o veneno que circula em mim,
Que passeia no sangue causando dor.
É o sangue expulsando o veneno.

E ele o faz com tamanha violência,
Que meus poros quase se abrem,
Que quero rasgar com os dedos,
Que quero abrir com uma faca.

Enquanto tento seguir a vida,
Porque não há o que fazer,
Nada mais a ser feito ou dito.

Enquanto sigo, eu sei que,
Amanhã ou depois, acaba
A coceira, ardência e a dor.

Amanhã ou talvez depois,
Eu acordo e não há nada.
E então sorrirei satisfeita.

Publicado por Daniela Farah

Daniela Farah é curitibana de coração, jornalista formada pela PUC-PR e sempre esteve ligada às artes, estudou produção cênica, língua portuguesa, literatura e violão no Conservatório de MPB do Paraná. Tem o blog “Adanibella – Todo dia é dia de Poesia” para trabalhos literários, é redatora da Roadie Music e participa do grupo Mulheres e Poesias.

2 comentários em “Veneno

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