Veneno

Coça e arde enquanto me debato,
Sobre as coisas que penso e sei,
Enquanto escolho ser o que sou,
Sabendo que jamais entenderão.

Não é a ferida que arde e coça.
É o veneno que circula em mim,
Que passeia no sangue causando dor.
É o sangue expulsando o veneno.

E ele o faz com tamanha violência,
Que meus poros quase se abrem,
Que quero rasgar com os dedos,
Que quero abrir com uma faca.

Enquanto tento seguir a vida,
Porque não há o que fazer,
Nada mais a ser feito ou dito.

Enquanto sigo, eu sei que,
Amanhã ou depois, acaba
A coceira, ardência e a dor.

Amanhã ou talvez depois,
Eu acordo e não há nada.
E então sorrirei satisfeita.

Publicado por Daniela Farah

Jornalista curitibana formada pela PUC-PR, com pós-graduação em Comunicação Empresarial, também estudou produção cênica, língua portuguesa, literatura e fez aula de violão no Conservatório de MPB do Paraná. Atualmente, trabalha com produção de conteúdo para sites, blogs e redes sociais. Começou a escrever sobre música em 2017 como redatora da Roadie Metal. Adora conhecer bandas novas, fazer cobertura de shows e entrevistas.

2 comentários em “Veneno

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