Última poesia

Se você não se apaixonou pelo meu sorriso,
Ou pelo meu jeito de dar risada de tudo,
Se não morreu de amores pelas poesias que eu te fiz,
Ou pelas minhas declarações de amor (que são raras!),
Se não enlouqueceu de desejo com os meus beijos,
Ou todo o resto do meu corpo,
Se não se encantou com o meu jeito de ver o mundo,
Ou as análises que faço da vida e das coisas,
Se não se reconheceu nos meus olhos que são teus,
Ou em minhas palavras que também são tuas,
Então não há nada mais que eu possa fazer,
a não ser deixar o tempo levar cada pedaço seu embora.
Deixar o vento ser gentil e levar essas memórias.
Deixar a vida seguir seu curso, para onde for.

Publicado por Daniela Farah

Daniela Farah é curitibana de coração, jornalista formada pela PUC-PR e sempre esteve ligada às artes, estudou produção cênica, língua portuguesa, literatura e violão no Conservatório de MPB do Paraná. Tem o blog “Adanibella – Todo dia é dia de Poesia” para trabalhos literários, é redatora da Roadie Music e participa do grupo Mulheres e Poesias.

4 comentários em “Última poesia

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