Nado

Meus olhos se põem nos seus
E não há mais nada a ser feito
Posto que seus olhos europeus
Atingem-me forte o peito.

Nado, nado, nado e nado
A distância nunca é suficiente
Teu cheiro chega às minhas entranhas
E então eu me rendo e te abraço.

Cansada, aninho-me em seus braços
Longos, lisos e desenhados
Que faz o mundo nessa hora?
Não sei, perco o compasso.

Publicado por Daniela Farah

Daniela Farah é curitibana de coração, jornalista formada pela PUC-PR e sempre esteve ligada às artes, estudou produção cênica, língua portuguesa, literatura e violão no Conservatório de MPB do Paraná. Tem o blog “Adanibella – Todo dia é dia de Poesia” para trabalhos literários, é redatora da Roadie Music e participa do grupo Mulheres e Poesias.

4 comentários em “Nado

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