Supermercado

Enquanto estou parada, olhando para a prateleira do supermercado, eu abro um sorriso automaticamente. É incontrolável. Não sei como nem porque isso me acontece às vezes. Estou concentrada em algo e de repente sinto o músculo do canto da boca se contrair involuntariamente. Os olhos também acompanham. Por alguma razão estranha, eu sinto eles mais doces.

Eu tento segurar as bochechas para que eu não pareça boba rindo em frente da fileira do café. Uma senhora de blusa marrom passa o braço por mim. Eu tento me esquivar e sair da frente, mas não consigo. Estou ali, sorrindo, parada.

É um calor que me invade por dentro. Uma alegria. Uma certeza de que. Não é certeza. É algo que não tem palavra. Porque é uma sensação. É algo que existe e está ali.

Eu diria que é você invadindo os meus sentidos. E eu me rendo porque não há outra coisa a se fazer. Porque eu me renderia para você todas as vezes. Porque as coisas são assim.

{Chego em casa e encontro uma mensagem sua.}

Publicado por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

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