Inverno

Quando as portas se fecham. A lua se esconde. O calor se esvai. Os anjos vão embora. Não existe sentido no vento, que teima em balançar o vidro. A vela que se apaga sem suspiro. O vazio que fica por entre as coisas, e cresce incessante dentro do peito. O frio se expande pela fresta da vidraça, toma conta de todos os cantos da casa. As horas intermináveis entre os pensamentos.

[O frio fixado na alma. ]

Publicado por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

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