A batida

O carro parou e nós entramos. Sem destino. O frio na barriga a cada esquina passada. Viramos aqui e ali. Dois pedais de freio e acelerador. Nos olhamos e aceleramos. Porque era bom e divertido, parecia certo. Ninguém queria parar. Não tinha me dado conta. Podia parar. Enquanto eu me debatia, você acelerava. Pisei levemente no freio. Não porque queria parar. Por costume, talvez. Criei coragem, num impulso, acelerei. E foi então que você pisou com tudo no freio. Ainda sinto os cortes dos cacos no rosto, de quando atravessei o vidro.

Publicado por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

19 comentários em “A batida

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