A batida

O carro parou e nós entramos. Sem destino. O frio na barriga a cada esquina passada. Viramos aqui e ali. Dois pedais de freio e acelerador. Nos olhamos e aceleramos. Porque era bom e divertido, parecia certo. Ninguém queria parar. Não tinha me dado conta. Podia parar. Enquanto eu me debatia, você acelerava. Pisei levemente no freio. Não porque queria parar. Por costume, talvez. Criei coragem, num impulso, acelerei. E foi então que você pisou com tudo no freio. Ainda sinto os cortes dos cacos no rosto, de quando atravessei o vidro.

Publicidade

19 comentários em “A batida

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: