Células Mortas

Você se lembra de quando decidiu que precisava crescer, deixar todas as coisas da infância para trás? Não mais aquelas bolachas no leite, e nem deixar que decidissem por você. Ninguém mais. A partir daquele dia, quem era, quanto valia, erros e acertos só seriam resolvidos por você. Mas não era um conceito, nunca foi nenhuma regra de sobrevivência imposta, não vinha de fora. Alguma coisa lá dentro estava de malas prontas, pulando como bolhas na água fervente. Arrumou o que tinha. Você olhou cada pedaço. A vida é um ato constante de perder. Cascas, peles, lascas. Cabelos, cílios, unhas, dentes. Pelos. Células mortas. Quanto ainda carrega? Você não pensa nessas coisas.

Publicado por Daniela Farah

Jornalista curitibana formada pela PUC-PR, com pós-graduação em Comunicação Empresarial, também estudou produção cênica, língua portuguesa, literatura e fez aula de violão no Conservatório de MPB do Paraná. Atualmente, trabalha com produção de conteúdo para sites, blogs e redes sociais. Começou a escrever sobre música em 2017 como redatora da Roadie Metal. Adora conhecer bandas novas, fazer cobertura de shows e entrevistas.

8 comentários em “Células Mortas

  1. Doi a dor do partir… do coração partido, do coração sem partido,
    Dói a dor do medo… dos aprendizados, de perder as velhas crenças
    Doi a dor das ausências… das inconstâncias, das inconfluências
    Mas é gratificante, ao crescer, ver que tudo valeu a pena!

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  2. Eu penso sim… justamente por carregar a sensação de estar melhor que o dia anterior, todos os dias da minha vida. Mesmo quando comparo o que já soube e esqueci como é, o que fazia e não faço mais, o que eu tinha e já não tenho. O corpo de antes com o de agora. O resultado final sempre é um gostinho de evolução, não sei definir o porquê, mas tenho a impressão de que minha vida chegará ao final justamente quando eu começar a sentir a mesma coisa de modo contrário. E eu espero que esse dia não chegue nunca.

    Bela reflexão. Beijos ;)

    Curtido por 1 pessoa

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