O Exilado

Tantos rostos em tantos corpos
Comem coisas estranhas e me falam o que eu não sei
Se por concidadãos eu os tomo
Eles com certeza me veem como fora da lei.

E cá estou, nesse país distante
de terras verdes e tempo frio
Com tramas firmes como as de antes
Cidade toda composta pelo rio.

Risos quando encontro a língua materna
Acalentando meu coração no cio
Deixam-me inteiramente em estado de alerta.

Ressoa na minha alma
Cenas de uma vida calma
Cenas do meu Brasil.

Publicado por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

2 comentários em “O Exilado

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