O Exilado

Tantos rostos em tantos corpos
Comem coisas estranhas e me falam o que eu não sei
Se por concidadãos eu os tomo
Eles com certeza me veem como fora da lei.

E cá estou, nesse país distante
de terras verdes e tempo frio
Com tramas firmes como as de antes
Cidade toda composta pelo rio.

Risos quando encontro a língua materna
Acalentando meu coração no cio
Deixam-me inteiramente em estado de alerta.

Ressoa na minha alma
Cenas de uma vida calma
Cenas do meu Brasil.

Publicado por Daniela Farah

Jornalista curitibana formada pela PUC-PR, com pós-graduação em Comunicação Empresarial, também estudou produção cênica, língua portuguesa, literatura e fez aula de violão no Conservatório de MPB do Paraná. Atualmente, trabalha com produção de conteúdo para sites, blogs e redes sociais. Começou a escrever sobre música em 2017 como redatora da Roadie Metal. Adora conhecer bandas novas, fazer cobertura de shows e entrevistas.

2 comentários em “O Exilado

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