Sobre aquele dia

Já é quase tarde e eu preciso ir embora. Então me viro de costas e coloco o meu sutiã. Ele está colocando a roupa também e faz isso mais rápido do que eu. Enquanto me conta, de um jeito meio revoltado que ele tem de vez em quando, sobre uma situação que ele passou com uber e discutimos sobre a briga entre eles e os taxistas, ele pára e se vira para mim. Ainda estou de costas, mas eu sei que ele está me olhando. Fala qualquer coisa apenas para continuar. Eu sinto que é como se ele fosse guardar aquela visão para sempre.
Então eu me visto de maneira mais lenta e me viro, tentando esconder um sorriso. Estava pronta para ir embora, mas queria mesmo ficar.

Publicado por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

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