Objeto Amado

Eu geralmente amo mais
Não sei ser objeto amado
E me tornar vulnerável
Aos caprichos dos outros.

O meu amor sei controlar
Não sei lidar com o do outro
Apesar de eu ser objeto
Não é um sentimento meu.

Ao passo que o outro ama
É responsável por si mesmo
Porque cobra o mesmo amor?

E se amo o outro que me ama
Quem eu sou na linda dança,
Em que se rodopia no ar?

Publicado por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

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