Compaixão

Só, no meio de tanta gente
como consegue ser solitário
e carente
assim, no meio de tanta gente?
Não entendo, meu amor, não entendo
não entendo seus olhos claros
baixos e tristes, perdidos
num mar de deserto sem fim
faz-me amar-te solitariamente
faz-me querer fazer parte
da tua solidão
Se pudesse, pegava-a para mim
Assim veria o brilho de seus olhos
sorrateiramente.

Publicado por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

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