Desconstrução

Eu precisei desconstruir-me
Para perceber
O quanto de mim
Há em você

O que era seu
E está em mim
Eu já sabia
Meu amor

O que eu não percebia
Era que o de mim
Tinha ficado com você

E te olhando assim
De longe
Eu vejo com clareza

O que você levou
E que era meu
Meu, com certeza

E o ruim, amor,
È saber que
O que era meu
Agora virou seu

E é ruim, amor
Porque sendo seu
Um outro alguém,
Desavisado,
Vai levar

E desavisado, acreditar
Que levou algo seu
Quando na verdade
Era meu

E então, não haverá
Nada mais de mim
Em você.

Publicado por Daniela Farah

Poetisa, escritora, jornalista, observadora da sociedade, pensadora da vida e curiosa. Fiz minha primeira poesia aos oito anos e desde então nunca mais parei de escrever. Ainda criança gostava de contar histórias sobre coisas da minha vida que nunca tinham acontecido.

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