Para o Draco

Hoje eu acordei na porta do dragão
de robe e escovão na mão
eu te perguntei onde era a saída
e eu que te olhei a primeira vez na vida
e te reconheci
cochichava e observava
com todas as letras
você disse que eu era complicada
bruxa e que me boicotava
e eu que chorava
voltei a sorrir.

Diante de todo o seu intelecto
e horas a fio em conversa
você, um ser desconexo,
me devolveu as palavras.
Contou-me sobre as aves de rapina
alertou-me sobre os coiotes
e jurada de morte,
eu adormeci.

Publicado por Daniela Farah

Daniela Farah é curitibana de coração, jornalista formada pela PUC-PR e sempre esteve ligada às artes, estudou produção cênica, língua portuguesa, literatura e violão no Conservatório de MPB do Paraná. Tem o blog “Adanibella – Todo dia é dia de Poesia” para trabalhos literários, é redatora da Roadie Music e participa do grupo Mulheres e Poesias.

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